Vinho como medicamento
Três taças de vinho, correspondem a 36gr. de álcool ou a 145 calorias.
O vinho foi um dos primeiros medicamentos a ser utilizado pelo homem. Cerca de 2000 anos a.c. os cirurgiões hindus já o utilizavam como anestésico pré-operatório.
As qualidades dietéticas e fisiológicas do vinho já eram reconhecidas pelo grego Hipócrates, patrono da medicina, que o receitava frequentemente como agente antitérmico, anti-séptico, laxativo e diurético.
Galeno, célebre médico de Roma, o empregava como desinfetante nas feridas dos gladiadores, pois o seu poder anti-séptico neutralizava o surgimento de infecções.
Alexander Fleming, o descobridor da pelicilina, ficou fascinado com os poderes antibióticos, contidos na casca das uvas do vinho. A acides contida nos vinhos, ajuda as funções gástricas e intestinais, exceto nos indivíduos que sofrem de excesso de acidez no estomacal. A acidez beneficia a flora intestinal, dificultando a ação de microorganismos que dão origem a
fermentações pútridas.
O ácido tartárico, o principal ácido do vinho, possui a propriedade de ativar as funções renais, pois facilita a dissolução de cálculos. A glicerina existente produz uma ação benéfica nas biliares e nos intestinos. O vinho promove, além da ação anti-séptica normal causada pelo álcool, uma ação bactericida através do tanino e das matérias corantes, tendo inclusive sido
descoberto um antibiótico entre os seus diversos constituintes.
Ele funciona também como anestésico, pois contem o ácido gama-hidrobuxítico que é um dos anestésicos mais simples e seguros que se conhece.
Uma bebida diurética; o vinho branco.
Atua beneficamente nas doenças cardíacas, onde age como vasodilatador fazendo também aumentar a hemoglobina e os glóbulos vermelhos existentes no sangue.
É um tônico para os nervos especialmente pelo fósforo que contém, excitando e alimentando as células nervosas.
Em dose moderada, o vinho abre o apetite, pois estimula as secreções salivares e pancreáticas.